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Pousada Convento Vila Viçosa

Corredor com mural pintado na pousada convento Vila Viçosa

Foi panteão. Foi convento. Foi seminário. Em cinco séculos de existência muitos foram os propósitos do edifício que hoje acolhe a Pousada Convento Vila Viçosa – e todos eles deixaram a sua marca, num equilíbrio entre novo e antigo, como se estivéssemos perante um livro de História feito de madeira e pedra.

Mandado construir no século XVI por D. Jaime, IV Duque de Bragança, com o objetivo de servir como panteão para as senhoras da Casa de Bragança, o espaço rapidamente mudou de funções. Em 1535, abriu portas às clarissas de Beja, que as fecharam atrás de si pelos três séculos seguintes, durante os quais viveram em clausura. Os sinais desses tempos estão um pouco por toda a parte, em particular na antiga “entrada” do convento – não uma passagem efetiva, mas um oratório que permitia comunicar com o exterior, acompanhado de uma roda de madeira por onde passavam alimentos, e, segundo consta, os bebés abandonados, ali deixados ao cuidado das freiras.

Embora a Reforma Eclesiástica de 1834 tenha determinado o fim da ordem religiosa, o então Convento Real das Chagas de Cristo pôde ser mantido até ao falecimento da última freira, o que só veio a acontecer em 1905. No século XX, o espaço chegou a funcionar como Seminário Menor da Arquidiocese, mas acabou por cair em declínio e, nos anos 90, a Fundação da Casa de Bragança cedeu o edifício à Enatur, que o abriu em 1997 como pousada histórica.

Organizada em torno de um claustro quadrangular, a pousada conta com dezenas de salas, capelas e altares espalhados pelos dois pisos. No andar de baixo, destacam-se o Salão dos Duques, a Sala do Capítulo (coberta de azulejos e admiráveis frescos) e a sala onde hoje funciona o restaurante Dom Carlos, com duas vistas fabulosas: em frente, para o jardim do claustro, e acima, no teto, onde está retratada a última ceia, numa pintura de 1738. Nos pisos superiores, por onde estão distribuídos os 39 quartos, são ainda de visitar a Sala do Beija-Mão, coberta de frescos de 1820, que causa justificados torcicolos a quem a quiser contemplar devidamente.

Virados para o jardim e para a piscina, estão os quartos que fazem parte da ampliação do edifício nos anos 90. Semelhantes entre si, têm varandas quase do tamanho dos amplos quartos. Os de dentro, mais antigos, são adaptações dos aposentos das monjas e, por isso mesmo, diferem em tamanho e em estilo, cada um com a sua surpresa alusiva aos tempos do convento: da pintura à azulejaria, passando por alguns apontamentos mais inusitados, como uma jaula com menos de um metro quadrado, onde possivelmente se faziam sacrifícios em nome da fé.

Claustro da Pousada de Vila Viçosa

Pousada
Convento Vila Viçosa

Um equilíbrio entre novo e antigo, como se estivéssemos perante um livro de História feito de madeira e pedra.

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